Moraes manda prender investigada pelo ato de 8 de janeiro
Técnica agrícola firmou acordo com a PGR, mas o STF revogou o benefício
O ministro Alexandre de Moraes, do STF,
decretou a prisão preventiva da técnica agrícola Taís Simone Prado Leal,
investigada pelos atos de 8 de janeiro em Brasília, após ela descumprir
medidas cautelares e não ser localizada para a instalação de uma
tornozeleira eletrônica. A decisão foi assinada nesta quarta-feira, 22.
Taís, que havia firmado um Acordo de Não Persecução Penal em março de
2024, teve o acordo revogado em março de 2025, depois da Polícia Federal
encontrar evidências de sua participação mais ativa nos
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo
Tribunal Federal (STF), decretou a prisão preventiva da técnica
agrícola Taís Simone Prado Leal, investigada pela participação nos atos
de 8 de janeiro. A decisão foi assinada nesta quarta-feira, 22, depois
que a acusada descumpriu medidas cautelares e não foi localizada para
instalação da tornozeleira eletrônica.
Natural de Petrolina (PE), Taís responde à investigação sobre os atos registrados na Praça dos Três Poderes, em Brasília.
A Secretaria de Administração
Penitenciária de Pernambuco (Seap-PE) informou que não conseguiu
encontrá-la para cumprir a determinação do STF de instalar o equipamento
de monitoramento eletrônico. Além disso, a investigada deixou de
comparecer ao juízo responsável pela fiscalização das medidas
cautelares.
STF revogou acordo firmado com a PGR
Em março de 2024, Taís firmou um Acordo de
Não Persecução Penal (ANPP) com a Procuradoria-Geral da República
(PGR). Na ocasião, ela confessou ter permanecido no acampamento montado
em frente ao Quartel-General do Exército, em Brasília.
No entanto, em março de 2025, Alexandre de
Moraes revogou o acordo. A decisão ocorreu depois que a Polícia Federal
extraiu dados do celular da investigada. Segundo a PGR, o material
indica que Taís teve participação mais ampla nos atos do que a descrita
na confissão apresentada para obter o benefício.
De acordo com a investigação, os dados de
geolocalização posicionam o aparelho da investigada na Esplanada dos
Ministérios em 8 de janeiro. A Polícia Federal também localizou vídeos
que mostram Taís no local ao lado de outros manifestantes.
Os investigadores ainda identificaram mensagens enviadas por ela em 3 de janeiro.
Para Moraes, o descumprimento das medidas
cautelares e a impossibilidade de localizar a investigada configuram
indícios de evasão e risco à aplicação da lei penal, fundamentos que
embasaram a decretação da prisão preventiva.



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